Despiram- se
de vergonhas.
Abriram mão
de benevolências
e se deram um ao outro

Rasgaram-se de lascivo amor intenso.
De visceral,
de entranhas,
perderam o senso,
o tempo,
o peso.

E foi assim em todos os cantos,
cântaros,
cantos,
uivos e impropérios.
Em troca de suas águas,
se davam em bicas.

Pediram trégua,
negaram arrego.
Trôpegos,
cambalearam
em todos os ângulos e trapézios do mundo.
Continuaram.

O desafio
de pernas e corda bamba.

E amaram-se tanto quanto não se sabe.
Tanto que não se ouve.
Tanto, tanto que nem se fala.

Os frêmitos, os gritos,
O gozo em evasão da verve.
Não lhes restou força para segurar o ser.

Esvaíram-se.
e
entregues
estão
à alma
um do outro.

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