Era um homem de roupas pretas e brancas. Um sobretudo preto, uma camisa branca, uma calça preta e de sapatos bicolores.  Por horas cheguei a questionar se ele não seria um homem de contrastes,  com estilo bem defindo,  um desses de papo bem descolado, meio neo-pós-punk-gótico-retrô. Um justiceiro do underground. Um saudosista dos filmes de Buster Keaton. Um dautônico em busca de segurança. Um triste clown a oferecer uma flor. Enfim, o que se pode retirar da observação que a imagnação não supere?

Coloquei então em seu relógio uma pulseira amarela e em seu lenço de lapela uma cor azul.  Pintei de vermelho os seus sapatos.

Resta-me descobrir a cor de sua alma.

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