Enfim.

Essa talvez não seja a forma ideal de se começar uma declaração. ‘Enfim’ é conclusivo e eu não quero chegar a conclusão nenhuma escrevendo isso. Afinal, de que servem as conclusões se a alma que ama é uma seqüencia desorientada de infinitivos mal resolvidos, não é mesmo?

Mas de qualquer forma, eu queria agora selar algo difinitivo. Fazer dessas linhas abatalhoadas um tratado de amor inconcebível (falando duma concepção que a razão desconhece, é claro). Eu só queria que soubesse que o meu amor por você já é meu de fato, a mim pertence e não me decanto mais dele. E que lá na frente, no meu útimo leito, sobre o inventário incompreensível dos meus dois últimos suspiros, quero deixar bem clara a tradução:

No penúltimo vou dizer ‘Te amo’.

E no último, reconhecerei nossa eternidade.

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