Passou mais um dia sem saber que aquela dor que sentia era só mais uma dor sem nome, sem data de nascimento, sem fins lucrativos. Uma dor que passa no caixa do supermercado e não pede nota fiscal paulista, tampouco a dor tem cpf. Passou mais esse dia esperando que a dor fosse reconhecida por um desses rapazes que aparecem e te tiram o dolorido do existir, e mostram uma foto em preto e branco de uma menina silenciosa observando a partida de um balão colorido, e na foto só o balão é vermelho. Passou. Mais um dia. E ele só. Dormiu. Sem paz, nem rapaz. Sentia-se venenoso. “Chega”. Eram pensamentos lívidos. Pensamentos de madrugada.
Manifestações narcísicas:
Os mais bonitos que eu:

4 comments
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Junho 29, 2008 às 11:04 pm
Bea
puxa, eu tenho madrugadas e dias assim, quase que em constante, nos últimos tempos.
Junho 30, 2008 às 7:35 pm
bea
na real, real mesmo, aquela foto não é minha. era daquele amigo meu que morava na inglaterra, aquela “pixação” é de lá.
tem um cara lá que faz várias dessas, e como eu gosto muito, ele sempre tirava quando via, pra me mandar.
Julho 3, 2008 às 4:18 pm
danilo
Dor sem CPF dói mais.
Agosto 11, 2008 às 7:59 pm
tarco rosa
Dores… Falar de dores já dói… É como se tivéssemos que matar algo que ainda pulsa…
Um grande abraço