Escreveu durante um ano e um mês, sem parar. Sim, nesse meio tempo fez outras coisas, é claro. Mas fez pouco. No mais escreveu, escreveu e escreveu. Até que um dia parou e levou diversas horas para ler tudo que tinha escrito com tanto afinco. Corrigia daqui, melhorava dali, mas não ficava satisfeito. Achava tudo um horror. Rasgou. Jogou tudo no lixo. Recomeçou. Uma, duas, três vezes. Vários anos e sempre o mesmo resultado: nada que lhe agradasse.
Percebeu então a rotina adquirida e viu que não era o resultado que importava. O que aprezia sua alma era o processo. Escrever por escrever o impulsionava a continuar escrevendo. A rotina neste caso (mas não apenas nesse) foi o que de melhor pôde lhe acontecer.

4 comments
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Janeiro 6, 2008 às 5:08 pm
Alberto
escrever é uma terapia… mas as vezes devemos dizer mais.. senão fica tudo guardado e remoido em nossos pensamentos
Janeiro 8, 2008 às 10:19 pm
Bernado.
Concordo com o que disseram. Escrever é uma terapia. É a minha terapia. Talvez a sua, não sei. Mas li que será um futuro psicólogo, certo? Seremos dois então! =)
Janeiro 9, 2008 às 6:01 pm
Paulo Mamedes (megafashionist.blogspot.com)
Eu jogo muito do que escrevo no lixo… as vezes o melhor leitor sou eu mesmo… heheh
Mas o melhor é ler coisas que escrevemos a muito tempo e não nos reconhecermos mais.. hehehe
Janeiro 16, 2008 às 11:54 pm
Edson Marques
Hoje li apenas até aqui.
Quase maravilhado… rs!
Você tem um jeito gostoso de escrever.
Volto talvez amanhã.
Só um comentário: não considero escrever uma terapia, pois esta pressupõe distúrbios pré-existentes. E não acho que os escritores os tenhamos, necessariamente.
Abraços, flores, estrelas..