Era um homem de roupas pretas e brancas. Um sobretudo preto, uma camisa branca, uma calça preta e de sapatos bicolores. Por horas cheguei a questionar se ele não seria um homem de contrastes, com estilo bem defindo, um desses de papo bem descolado, meio neo-pós-punk-gótico-retrô. Um justiceiro do underground. Um saudosista dos filmes de Buster Keaton. Um dautônico em busca de segurança. Um triste clown a oferecer uma flor. Enfim, o que se pode retirar da observação que a imagnação não supere?
Coloquei então em seu relógio uma pulseira amarela e em seu lenço de lapela uma cor azul. Pintei de vermelho os seus sapatos.
Resta-me descobrir a cor de sua alma.

3 comments
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Dezembro 28, 2007 às 12:23 pm
FOXX
uau
adorei a metáfora!
Dezembro 29, 2007 às 5:04 am
doug
na verdade, resta descobrir em si de que cor queres pintar-lhe a alma…
só que talvez ela prefira permanecer translucidamente intocada…
Janeiro 6, 2008 às 5:13 pm
Alberto
q belo texto. quero isso em 2008, descobrir a verdadeira cor da almas das pessoas..