Me descobri estranho relativamente cedo. Muito antes de ser apontado. Esquisito, deslocado, desconexo. Com todos esses, digamos, predicados, me orgulho de ter sido o primeiro a me ver assim: estranho.
Isso (de ser estranho) ficou claro (mas não muito) quando percebi as crianças de minha idade procurando formar animaizinhos lúdicos nas nuvens. E eu, estranhamente, tentava ver meus monstros internos se formando em meu vômito.
E eles eram lindos.

No comments yet
Feed de comentários deste artigo